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De onde vem minha ansiedade?3 min read

Hoje em dia é bem comum sentir ansiedade durante o dia, e muitas das vezes não sabemos o porquê e nem de onde essa ansiedade vem. Nós simplesmente não notamos os gatilhos que desencadeiam essa sensação, mas o que realmente notamos é a nossa ansiedade.

É comum não reconhecer que nossos pensamentos são gatilhos significativos, muitas vezes temos diálogos stressantes ou criamos situações catastróficas em nossa própria mente. Por exemplo, revivendo uma conversa recente que causou stress, ou lembrando de um comportamento ruim de outras pessoas ou situações desconfortáveis no trabalho. Ou criando narrativas cadastróficas como ter a própria casa em chamas ou preocupado que algo ruim possa acontecer com aqueles que amamos, e imaginando como reagiríamos a isso ou criando os piores cenários para áreas profissionais ou pessoais em nossas vidas.

Em nossa cultura e ambiente digital, parecemos cercados e sempre conectados a telas e dispositivos, expostos a opiniões de outras pessoas, pulando aba por aba, app para app, website para website, quase que automaticamente sem prestar atenção no processo. Desta maneira, não percebemos que durante esse processo ainda estamos respondendo emocionalmente ao que estamos consumindo, por exemplo, notícias sensacionalistas, imagens perfeitas do Instagram, emails e outros, todos que de forma inerente poderm se tornar o gatilho para sua ansiedade. De qualquer forma, isso não pode ser notado já que estamos super focados nesta atividade / comportamento.

Como minimizamos os gatilhos inerentes à ansiedade?

Documente Todo Gatilho – Tenha uma visão de fora, olhe para si e pergunte-se sobre o que aconteceu imediatamente antes de sentir ansiedade, liste pensamentos, sensações físicas e o que você fez, por exemplo, se bebeu muito café, pensou sobre uma lista de pendências, lembrou de uma memória do passado ou se acabou de ler um e-mail. Fazendo essas anotações um caminho mais claro para chegar a uma solução pode se abrir.

Diminua a Respiração – Diminuir a velocidade da respiração aumentará a oxigenação no seu cérebro e também diminuirá o seu ritmo cardíaco. Respire através do seu nariz e conte de 4 a 6 segundos, segure por 1 a 2 segundos e depois solte através de sua boca por 4 a 6 segundos.

Ligue os Sentidos – Encontre cinco coisas que pode ver, quatro coisas que pode tocar, três coisas que pode ouvir, duas coisas que pode sentir o cheiro e uma coisa que possa sentir o gosto. Isso mudará e tirará seu foco da ansiedade e ajudará a se conectar ao momento atual / presente usando seus cinco sentidos.

Relaxamento Muscular – Busque no seu corpo músculos tensos e tente liberá-los. Relaxe sua mandíbula, abra sua boca e garanta que sua língua está tocando a parte de baixo da sua boca.

Encare Seus Medos – Evitar apenas aumenta e fortalece ansiedade, encarar seus medos, é uma habilidade conhecida como “exposição”, que efetivamente pode reduzir ansiedade.

Consuma Bons Conteúdos – Assim como comer de forma saúdavel, devemos fazer boas escolhas quando consumir conteúdo nas redes sociais ou em qualquer meio digital. Pare de assistir ou ler notícias ruins, seguir perfils vazios e sem valor nas redes sociais. Tente encontrar aquilo que adicionará valor, conhecimento e alegria para sua vida.

Fique Off-line – Ficamos conectados quase 24 horas por dia, é importante definirmos um momento do dia para desligarmos tudo e ter uma conversa com nossos próprios pensamentos sem que haja interrupções de notíficações mobile. Desta forma limparemos nossa mente da ansiedade que vem do meio digital.

Ansiedade pode vir do nada, como um objeto caindo do céu e batendo na sua cabeça, mas se olharmos a fundo, percemos que existe uma razão, um sentimento ou um comportamento que atuará como um gatilho para isso. Identificando a causa do problema, poderemos fácilmente encontrar novas formas de resolvê-lo.

Post baseado em: When Your Anxiety Doesn’t Have a Trigger

Arte: “Glenn”, 1984 – Jean-Michel Basquiat

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