10 mandamentos de design para web

22 de dezembro, 2014. Postado por:

Dieter Rams foi um designer alemão que ficou conhecido pela sua frase “Weniger, aber besser”, que significa “Menos, mas melhor”. Com isso, seus trabalhos possuíam uma aparência minimalista ligada extremamente à sua funcionalidade. Em 1970, Rams se questionou sobre o quanto seu design era bom, e acabou chegando aos seguintes mandamentos que juntos formariam a boa prática do design.

O design é bom quando…

É inovador – As possibilidades de evolução não estão, de forma alguma, esgotadas. O desenvolvimento tecnológico sempre oferece novas oportunidades de designs originais. Mas o design imaginativo sempre se desenvolve em paralelo com a avanços tecnológicos, nunca pode ser um fim por sim próprio.

Faz um produto ser útil - Um produto é comprado para ser usado. Ele tem que satisfazer não apenas o critério funcional, mas também o psicológico e estético. Um bom design enfatiza a utilidade de um produto enquanto exclui qualquer coisa que poderia prejudicá-la.

É estético – A qualidade estética de um produto integra a sua utilidade porque produtos são usados todos os dias e têm um efeito nas pessoas e seu bem estar. Apenas objetos bem executados podem ser bonitos.

Ajuda a entender o produto – Ele esclarece a estrutura do produto. Melhor que isso, ele pode fazer com que o produto expresse claramente sua função fazendo uso da intuição do usuário. No melhor dos casos, ele é auto-explicativo.

É discreto - Produtos que atendem a um propósito são como ferramentas. Eles não são objetos decorativos nem obras de arte. Seu design deve, desta forma, ser neutro e contido, deixando espaço para a expressão do usuário.

É honesto – Ele não faz um produto parecer mais inovador, poderoso ou valioso do que ele realmente é. Ele não tenta manipular o consumidor com promessas que não serão cumpridas.

É durável - Ele evita estar na moda e assim nunca parece antiquado. Diferente de um design da moda, ele dura muitos anos – mesmo na sociedade descartável atual.

É meticuloso – Nada deve ser arbitrário ou ao acaso. Cuidado e precisão no processo de design demonstram respeito com o consumidor.

É ambientalmente correto - O design tem uma importante contribuição com a preservação do meio ambiente. Ele economiza recursos e minimiza a poluição física e visual ao longo do ciclo de vida do produto.

É o menos design possível - Menos, porém melhor – porque ele se concentra nos aspectos essenciais, e os produtos não são carregados com detalhes não essenciais. Retorno à pureza, retorno à simplicidade.

Como podemos utilizar estes mandamentos para projetos de web?

Na época em que Rams elaborou esses mandamentos, havia maior foco no design de produtos, e não havia ênfase nos meios digitais como atualmente. Mas mesmo assim, estes ainda podem servir de base para muitos projetos atuais.

Vamos entender como cada um desses mandamentos podem ser aplicados nesta área.

Para desenvolver websites precisamos lidar muitas vezes com a inovação, pois sempre estamos em contato com novos recursos, como plugins, bibliotecas, nomenclaturas e elementos visuais, e estes serão utilizados em diversas plataformas, desde dispositivos móveis até video games.

Utilizando tais recursos aumentamos a probabilidade do projeto se tornar útil, mas é essencial que sua aplicação tenha uma finalidade bem fundamentada, pois devemos suprir ao máximo as necessidades do cliente e de seu público, evitando que o projeto se torne desnecessário, repleto de recursos em excesso e que em pouco tempo será abandonado.

A questão estética pode ser representada pelas diversas tendências atuais e futuras relacionadas ao design, como por exemplo o Flat e Material Design, que são duas tendências dominantes nos dias de hoje. Estas, definem a composição visual do website, que deve ser muito bem elaborada pois é através dela que o usuário entrará em contato e consumirá informações. A parte estética sendo bem elaborada levará ao bom entendimento do produto, junto aos recursos de usabilidade, plugins e desempenho. O entendimento do produto pode ser melhor caracterizado pela forma que o objetivo principal do projeto é atingido.

Produzir algo discreto também é muito importante, pois pela web nos deparamos com diversos websites repletos de recursos supérfluos que não possuem nenhuma finalidade real, apenas atuando como enfeites. Isso acaba dificultando a difusão de informações pois acaba tirando atenção do usuário em relação ao conteúdo principal que merece maior destaque. Através do pensamento de Rams, “menos, mas melhor”, devemos utilizar apenas aquilo que é necessário. Se a informação está sendo transmitida com clareza, não devemos atrapalhar este fluxo.

Honestidade em projetos web pode ser caracterizada pela confiabilidade do site, em sua questão de segurança e privacidade do usuário. Tudo deve sempre ficar bem claro para o usuário, honestidade é algo primordial.

Nunca devemos pensar que nosso projeto deverá suprir as necessidades apenas do tempo presente, mas também do futuro. Para suprir esta questão ele deve ser durável, e atualmente isso se torna muito difícil, pois neste meio, mudanças e atualizações são constantes, cada dia aparece uma nova tendência ou um novo meio de acesso. Podemos minimizar isso através de uma boa codificação, evitando utilizar ferramentas experimentais ou “gambiarras” de código e sempre pensar no design responsivo como algo obrigatório. Como podemos ver este processo se torna algo meticuloso aonde devemos prestar atenção em cada mínimo detalhe, que junto com outros formará um ótimo conjunto.

Através da utilização destes mandamentos, podemos atingir um potencial muito alto em nossos projetos de web, com isso utilizaremos apenas o recursos essenciais para atingir o nosso principal objetivo. Com isso o projeto se tornará ambientalmente correto reduzindo o máximo de sua poluição visual e aumentando seu ciclo de vida.

Como podemos ver, não precisamos de muito para atingir o sucesso em um projeto, e sim saber exatamente quais elementos utilizar, na realidade, quanto menos design possível melhor, pois assim aumentaremos a simplicidade cognitiva do usuário, e ele poderá ter uma ótima interpretação daquilo que vê de uma forma rápida e  fácil sem qualquer tipo de distrações ou interrupções.

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O uso da internet está piorando a sociedade?

26 de novembro, 2014. Postado por:

No início de sua criação, a internet tinha como principal objetivo o compartilhamento de informações entre faculdades dos Estados Unidos, já nos dias de hoje ela possui uma grande variedade de uso, desde compartilhamento de fotos até o auxílio remoto em cirurgias. Nas últimas décadas, através de uma maior acessibilidade junto ao aumento da utilização de dispositivos móveis, podíamos perceber o aumento crescente de uma grande diversidade de novos usuários, estes que passaram a adequar seu cotidiano baseado no uso da internet e a utilizando de formas diferentes e inusitadas comparadas à sua proposta inicial.

Isso acabou ocasionando situações desagradáveis, como discussões infinitas sem qualquer tipo de respeito ou até vazamento de informações pessoas. Podemos dar destaque à acontecimentos mais recentes aonde jovens tiveram vídeos íntimos compartilhados pela rede e devido à isso tiveram que mudar de cidade ou até cometeram suicídio. Baseado nisso, uma boa parte das pessoas comentam que, “a culpa é da internet”, “isso tudo acontece por causa da internet” etc. Mas será que realmente a internet é responsável por isso?

Para definirmos de quem é a responsabilidade, devemos analisar através de dois pontos de vista: o usuário sendo responsável pelos seus atos, ou então, por ele estar presente em um meio que o possibilita de fazer isso.

No primeiro ponto de vista, focando na responsabilidade do usuário pelos seus atos, devemos entender que sua atitude é reflexo do seu próprio ser, desta maneira, estaria apenas utilizando a internet como uma ferramenta para externizar aquilo que deseja, que no caso resultaria em algo bom ou ruim.

Já no outro, colocando a internet como o meio causador, estaremos afirmando que se não houvesse internet ou mais segurança isso não teria acontecido. Um ponto de vista que está sendo discutido mundialmente devido ao aumento das ocorrências relacionadas à organizações terroristas, nas quais seus membros estariam se organizando através da web para realizar seus atos. Desta maneira, provedores de conexão estariam se isentando da responsabilidade de informar autoridades de tais informações, mesmo tendo seu acesso, já que não possuem tal obrigação.

Através destes pontos, podemos chegar a seguinte conclusão:

A internet é uma ferramenta incrível que possibilita a rápida transmissão de conteúdo pelo mundo, e quando seu potencial é bem utilizado, pode ajudar muito na evolução da sociedade, porém, grande parte desta, não percebe este potencial, e acaba utilizando-a para objetivos meramente descartáveis ou mal intencionados.

E como podemos minimizar este mau uso da internet?

Devemos priorizar a relevância do conteúdo no cotidiano das pessoas, e até que ponto o mesmo merece atenção. Com isso poderemos maximizar o potencial de uso da internet.

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Por que pesquisas com público são tão importantes?

14 de novembro, 2014. Postado por:

No decorrer da minha formação e atuação como designer, me deparei diversas vezes com a pesquisa de público-alvo, que também podemos chamar agora de público de interesse, e sempre que chegava nesta etapa, me questionava até que ponto isso seria importante para o projeto, já que “minha ideia era maravilhosa”, “minha interface era ótima” ou até porque “não estava a fim de fazer, pois tinha outras tarefas de maior prioridade”.

Foi então que na própria faculdade percebi o quanto importante e rica esta etapa seria.

A pesquisa com público pode e deve ser realizada mais de uma vez durante a elaboração do projeto, muito mesmo antes dele ser iniciado, a partir da primeira vez que temos “aquela grande ideia”, devemos verificar o quanto ela é relevante ou viável, ou até mesmo se ela já existe. Desta maneira percebemos que nosso público deve sempre estar presente na maior parte do desenvolvimento do nosso projeto, isso porque não devemos acreditar/confiar 100% em nosso potencial de trabalho afinal não projetamos para nós mesmos, mas sim para os outros. Qualquer projeto é destinado e será usado por alguém, então quanto mais conhece-lo, melhor será o resultado final.

Para estarmos em contato com nosso público, precisamos primeiramente defini-lo e estar atentos à diversos fatores, um deles na minha opinião, é a existência de diversos nichos em um grupo. Um exemplo são os consumidores de informações via dispositivos móveis, este sendo muito amplo, que além de ter os fatores humanos (idade, sexo, etnia, língua, religião etc) que já definem tipos de público, existem os fatores preferenciais de cada um, aonde posso enquadrar os consumidores de informação via 140 caracteres (Twitter), fotos (Instagram), videos (Youtube), podcasts etc e podemos ir além separando-os em usuários de Android, iOS, Windows entre outros. Cada um destes possui formas, características e linguagens diferentes para o consumo destas informações e devemos entendê-los muito bem antes mesmo de qualquer esboço de projeto. Para isso devemos imergir neste mundo, assimilar cada característica, circunstancia, linguagem etc, devemos quase que nos tornar um deles a fim de incorporar e entender seus hábitos, comportamentos e principalmente necessidades, pois sem elas não existem buracos à serem preenchidos e assim não haverá sucesso.

Mas afinal porque este contato é tão importante?

Quando estamos em contato com nosso público, saímos de nossa zona de conforto, aonde nossas “grandes idéias” estão protegidas de críticas externas, desta maneira proporcionando uma experiência com aquilo que é novo, diferente aos nossos olhos, nos trazendo uma riqueza de situações e pensamentos que posteriormente poderão ser aplicadas em nosso projeto. Entender o público que consumirá aquilo que projetamos é essencial para atingir o sucesso, pois seu consumo ou forma de lidar com as informações se diferencia de acordo com milhares fatores, que só poderemos conhecer através da aplicação de muitas pesquisas ou até mesmo em seu convívio. Podemos citar alguns destes fatores como a simbologia das cores de acordo com as diferentes culturas, tradições regionais, religiosas e até vícios de linguagens.

É claro que existem diversos tipos e formas de pesquisas, desde uma pesquisa etnográfica, focando na vivencia do outro ser, até uma pesquisa mais técnica, focando na utilização de uma ferramenta ou recurso específico. Mas o grande objetivo é entender o porque de realizar estes processos são tão importantes.

Ao realizar pesquisas precisamos entender um ponto crucial que existe em qualquer projeto, que no caso é o quanto ele será relevante para a nossa sociedade, qual necessidade ele estará suprindo? Até que ponto o que fazemos mudará a vida das pessoas envolvidas, pode ser algo simples como uma melhor legibilidade de um site para pessoas idosas ou até algo mais complexo como a melhoria da qualidade de vida de uma região. Considero de extrema importância este tipo de relevância, pois ter a capacidade de mudar a vida de alguém para melhor é muito gratificante. É claro que todos nós devemos nos sustentar, pagar contas etc, mas a relevância do seu projeto na sociedade deve vir primordialmente antes de qualquer pensamento relacionado ao retorno financeiro, que pode ser algo momentâneo e finito, diferente do outro, que estará presente no dia-a-dia das pessoas e poderá durar até para sempre.

Para obter relevância e solucionar problemas ou necessidades existem diversos tipos de soluções ou criações, muitas vezes simples, outras vezes complexas, mas para saber qual destas é a melhor, é uma obrigação realizar pesquisas, só assim processo de criação será iniciado com o pé direito evitando descobertas ou erros futuros em seu desenvolvimento.

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The moment I had to choose

29 de outubro, 2014. Postado por:

Este artigo está em inglês pois foi publicado no Geek Mental Help Week.

Back into the beginning of 2012, I was involved in my college’s final project in my Digital Media Design’s degree. At that time I was trying to get my degree, be a great jiu-jitsu fighter and then go for a MMA career while being a designer. I always thought that I could do both things together until the time I had to choose one of them.

At my college project I was trying to get to know more about users and how they were consuming information, that process would take 1 year long, with two modules, as usual for all students. In the process I was forced to make that first module twice before I succeed to the next one, just because I couldn’t reach the level or because the researches changed the whole project’s path, so I got really late next to my other friends, but meanwhile I was winning championships in jiu-jitsu.

When 2013 began, I was focused in archive the best results in college and jiu-jitsu, I was really affraid because I couldn’t repeat that module again, but all things were good, because I really found what I needed to do with all the information I’ve collected in that whole year of researches, so I was about to do a web app based on layouts and coding.

So I was studying and training a lot for those 2013’s championships, and preparing myself to fight MMA too, just having something like 4 or 5 hours of sleep for night and having just sunday to get a rest. But then, one day, I pushed myself so hard in training that I began to feel really tired and with an awful headache, that persisted for 1 week.

So I rushed into the hospital, and discovered that I was stressed out. But how could that be? Just stress? Yes, just stress was doing that to me, my blood pressure was pretty high and things would be even worse if I continued that type of living. I wasn’t able to sleep very well, didn’t have much time to just be away from all the things I was doing, so my body started to complain about, and soon I would be forced to take medicine to handle all that stress in my mind.

I could see that, I wasn’t able to have that double-type of life, both project and MMA training were in need for more attention, if I kept doing both of them, I could or get sick or neither do both of them right, so wouldn’t reach quality or success or not even in one of them. So I chose to dedicate to my design project and have a good amount of sleep while jiu-jitsu got stopped until I have more free time to do it.

While doing my design project, I was able to discover a new path in my life, I could really see what design really means and how could I be part of this world. That’s a thing that I could never discover doing that double-type of life, because it was a result of hours and hours of pure dedication, so I was collecting its rewards.

I figured out that most of time we want to be/make a lot of things together but sometimes that can’t be so good, just because you can get really stressed out or not even doing most of them in a right way. It happens just because in life, if we wanna succeed to success you have to dedicate just to one thing. You can be a good designer, a good developer and a good fighter too, but if you wanna be the best, you have to choose just one of those, and set your life to run around that main priority, and don’t forget to have fun and rest, because those two can refresh your mind feeding it with some nice ideas and solutions.

Remember that we only have one life, the same person that goes to work, goes to other places, so always set your priorities and manage your time as its best, so you could reach the maximum of your life quality without spending the money your earn in medicines.

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Olá

29 de outubro, 2014. Postado por:

Este é meu blog pessoal, aqui estarei publicando alguns artigos e notícias relacionadas ao design e a web.

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